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	<description>JORNAL OFICIAL DA AAUTAD</description>
	<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 18:43:17 +0000</pubDate>
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	<language>pt</language>
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		<title>O PAPEL DAS ARTES E DAS EXPRESSÕES NA FORMAÇÃO DS CRIANÇAS E DOS JOVENS</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 18:43:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Azevedo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ENSINO SUPERIOR]]></category>

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		<description><![CDATA[A Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (UP) promove um debate sobre o papel das artes e das expressões na educação. Esta iniciativa vai reunir nas instalações da FPCEUP vários actores do campo educativo para um debate público promovido pelo CIIE - Centro de Investigação e Intervenção Educativas.


O Debate [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><strong>A Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (UP) promove um debate sobre o papel das artes e das expressões na educação. </strong><strong>Esta iniciativa vai reunir nas instalações da FPCEUP vários actores do campo educativo para um debate público promovido pelo CIIE - Centro de Investigação e Intervenção Educativas.<span id="more-164"></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><!-- /conteudo_colunas --></p>
<div class="conteudo_colunas" style="text-align:justify;">
<p>O Debate realiza-se amanhã, dia 13 de Junho, às 17 horas, no auditório 2C da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP).</p></div>
<p style="text-align:justify;">O leitmotiv é um <em>Estudo de Avaliação do Ensino Artístico</em>, cujo relatório final foi entregue em Fevereiro de 2007, e que aponta políticas educativas a adoptar no ensino artístico.</p>
<p style="text-align:justify;">Cristina Costa (Academia Contemporânea do Espectáculo), Domingos Fernandes (Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa), Fátima Ramos (Ginasiano - Escola de Dança), Isabel Rocha (Conservatório de Música do Porto), José António Fundo (Escola Secundária Artística Soares dos Reis) e Rafael Tormenta (CIIE), são os convidados para a sessão, que será moderada por Henrique Vaz, docente da FPCEUP e investigador do CIIE.</p>
<p style="text-align:justify;">Este momento insere-se no ciclo &#8220;Educação em debate&#8221;, iniciativa que decorre da constatação que, nos últimos anos, se assiste a importantes mudanças no sistema educativo português sem que essas mudanças sejam objecto de uma discussão pública estruturada que permita discernir o seu sentido global. Neste conjunto de tertúlias mensais, o CIIE pretende contribuir para a transformação do campo constituindo-se como um espaço polémico onde se cruzam diferentes pontos de vista e diferentes modos de abordagem de questões actuais.</p>
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		<title>A AULA*</title>
		<link>http://oinformativo.wordpress.com/2008/06/12/a-aula/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 01:01:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tiago Mendes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[OPINIÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[9 horas da manhã. Chego já em cima de tempo. Alunas e alunos já estão na sala com os portáteis a funcionar. Tenho de me apressar para lhes entregar a &#8220;extensão eléctrica&#8221;: a sala tem poucas tomadas de corrente para os portáteis da turma.
Por: prof. Pedro Ferrão
&#8220;Bons dias&#8221;, proclamo enquanto arrumo a um canto o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><strong>9 horas da manhã. Chego já em cima de tempo. Alunas e alunos já estão na sala com os portáteis a funcionar. Tenho de me apressar para lhes entregar a &#8220;extensão eléctrica&#8221;: a sala tem poucas tomadas de corrente para os portáteis da turma.</strong></p>
<p style="text-align:right;"><strong>Por: prof. Pedro Ferrão</strong><span id="more-163"></span></p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Bons dias&#8221;, proclamo enquanto arrumo a um canto o casaco de chuva e o capacete. Entrego a &#8220;extensão&#8221; e a folha de presenças. Depois é a ronda pelos pequenos grupos. A turma é pequena e por isso posso demorar-me: &#8220;Em que estás a trabalhar agora?&#8221;. Ouço a explicação. Um dos muitos temas que há para trabalhar, no caso &#8220;jornalismo on-line versus imprensa escrita&#8221;. Inteiro-me dos planos para aquela manhã. Trocamos sugestões sobre fontes ou sobre ideias para abordar o assunto. Durante mais de duas horas, as pesquisas efectuadas e as reflexões das alunas e alunos são vertidas para o wiki. Na última meia-hora, haverá debate sobre um tema que foi sugerido por alguém e que já foi trabalhado por alguns membros da turma.</p>
<p style="text-align:justify;">O wiki é uma ferramenta excelente para este trabalho. &#8220;Wiki wki&#8221; significa &#8220;super-rápido&#8221; no idioma havaiano. A criação de páginas web é muito simples e rápida, bem como a ligação de umas às outras. Além disso guarda todas as sucessivas versões das páginas e quem as alterou e quando; permite uma discussão por cada página; incluir imagens, ficheiros ou ainda vídeo e outros ‘media&#8217;. Enfim, é ver para crer!</p>
<p style="text-align:justify;">Os temas que as alunas, os alunos e eu próprio trabalhamos foram sugeridos na primeira aula ou acrescentados depois. Só tinham de enquadrar-se na problemática da unidade curricular. A sua exploração é feita com total liberdade quanto à sequência ou ao tempo e consiste em pesquisar sobre um assunto, identificando diferentes posições, argumentos e factos, e em colocar o resultado no wiki. Algumas páginas, especialmente quando abordam questões polémicas, são escritas em conjunto, colaborativamente, por vários participantes. Devo esclarecer que a avaliação se baseia inteiramente no conteúdo do wiki, eventualmente temperada com a apreciação individual a partir das intervenções nos debates. Aliás, combinamos que parte da nota é colectiva e parte é individual.</p>
<p style="text-align:justify;">Tanto quanto sei as alunas e os alunos gostam de trabalhar desta forma. As aulas não são aborrecidas nem passivas. O trabalho de todos e de cada um está à vista - o que torna a avaliação mais transparente - e resulta num todo de que podemos orgulhar-nos em conjunto.</p>
<p style="text-align:justify;">Eu também gosto. O que escrevo no wiki é sobretudo para ajudar a organizar os conteúdos e nos debates procuro contribuir com perguntas e problemas para estimular a pesquisa, a discussão e a organização das ideias. Mas o principal é feito pelas alunas e alunos da turma. Aprendem pela sua própria mão. E, já que falamos em aprender, devo dizer que não sei se é mérito do método, se de alunas e alunos brilhantes, se de ambos: o que é certo é que têm feito um trabalho fantástico!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>* Esta história é verdadeira e passa-se na unidade curricular de Economia Política dos Media, do curso de Ciências da Comunicação. </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Referência: <a href="http://utad0708epm.wikispaces.com" target="_blank">http://utad0708epm.wikispaces.com</a></strong></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/oinformativo.wordpress.com/163/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/oinformativo.wordpress.com/163/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oinformativo.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oinformativo.wordpress.com/163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oinformativo.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oinformativo.wordpress.com/163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oinformativo.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oinformativo.wordpress.com/163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oinformativo.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oinformativo.wordpress.com/163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oinformativo.wordpress.com/163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oinformativo.wordpress.com/163/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oinformativo.wordpress.com&blog=2971746&post=163&subd=oinformativo&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO, EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO SECOND LIFE</title>
		<link>http://oinformativo.wordpress.com/2008/06/12/conferencia-de-comunicacao-educacao-e-formacao-second-life/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Jun 2008 00:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Azevedo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ENSINO SUPERIOR]]></category>

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		<description><![CDATA[Com esta conferência pretende-se reunir a comunidade científica, educativa e tecnológica lusófona interessada no desenvolvimento do conhecimento e na partilha de experiências de utilização do Second Life.


A conferência vai ter lugar nos dias 26 e 27 de Junho, sendo uma inicativa do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.
O objectivo é reunir a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><strong>Com esta conferência pretende-se reunir a comunidade científica, educativa e tecnológica lusófona interessada no desenvolvimento do conhecimento e na partilha de experiências de utilização do Second Life.<span id="more-161"></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><!-- /conteudo_colunas --></p>
<div class="conteudo_colunas" style="text-align:justify;">
<p>A conferência vai ter lugar nos dias 26 e 27 de Junho, sendo uma inicativa do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.</p>
<p>O objectivo é reunir a comunidade científica, educativa e tecnológica lusófona interessada no desenvolvimento do conhecimento e na partilha de experiências de utilização do Second Life, como forma de complementar e enriquecer as experiências educativas nos mais diversos contextos de vida, de trabalho e de aprendizagem formal e informal.</p>
<p>As actividades do CEF-SL 2008 serão complementadas por workshops que se realizarão durante o dia 28 de Junho, mediante inscrição.</p></div>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/oinformativo.wordpress.com/161/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/oinformativo.wordpress.com/161/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oinformativo.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oinformativo.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oinformativo.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oinformativo.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oinformativo.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oinformativo.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oinformativo.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oinformativo.wordpress.com/161/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oinformativo.wordpress.com/161/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oinformativo.wordpress.com/161/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oinformativo.wordpress.com&blog=2971746&post=161&subd=oinformativo&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>MESTRADO: MODA OU NECESSIDADE?</title>
		<link>http://oinformativo.wordpress.com/2008/06/04/mestrado-moda-ou-necessidade/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 14:57:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Azevedo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ENSINO SUPERIOR]]></category>

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		<description><![CDATA[O mestrado é a palavra que impera depois da reforma do Processo de Bolonha e da consequente remodelação dos cursos. Para alguns empregadores, o mestrado é a nova vedeta dos currículos e em algumas ordens profissionais, é obrigatório para ingresso na profissão.


Depois da reforma no ensino superior implementada pelo conturbado Processo de Bolonha, estudantes e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><strong>O mestrado é a palavra que impera depois da reforma do Processo de Bolonha e da consequente remodelação dos cursos. Para alguns empregadores, o mestrado é a nova vedeta dos currículos e em algumas ordens profissionais, é obrigatório para ingresso na profissão.<span id="more-156"></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><!-- /conteudo_colunas --></p>
<div class="conteudo_colunas" style="text-align:justify;">
<p>Depois da reforma no ensino superior implementada pelo conturbado Processo de Bolonha, estudantes e licenciados interrogam-se sobre as mais-valias da realização de um mestrado.</p>
<p>Para uns, a ideia de prosseguir os estudos e realizar o mestrado é já ponto sem nó, mas para outros restam muitas dúvidas. O cepticismo também é notável nos licenciados, que receiam ficar &#8220;atrás&#8221; daqueles que saem agora das universidades, pelo facto de não estarem habilitados com o grau de mestre.</p>
<p>Antigamente para se ser mestre, era necessário ser licenciado, ter nota mínima de 14 valores, e demorava em média 2 anos. Agora, com as medidas previstas no Processo de Bolonha, o acesso ao mestrado está muito mais simplificado. Como a duração das licenciaturas está mais curta, muitos mestrados estão integrados e são o seguimento destes cursos, que passaram a ser de três anos.</p>
<p>O certo é que muitas ordens profissionais já exigem grau mestre para ter acesso à profissão, como é o caso da Ordem dos Advogados e da Ordem dos Engenheiros. Ou seja, além da licenciatura, quem quiser aceder a estas profissões só será reconhecido pelas respectivas ordens se completar o mestrado inerente à licenciatura.</p>
<p>Outras razões, como a necessidade de especialização numa determinada área são apontadas como a melhor opção a tomar depois de terminada a licenciatura, a fim de alargar o leque de oportunidades de emprego.</p>
<p>Para aqueles que terminaram a licenciatura antes da entrada em vigor do novo Tratado, existem ainda opções aliciantes para retomarem os estudos. Muitas universidades concedem aos antigos alunos equivalência às disciplinas do primeiro ano de mestrado, bastando a elaboração de uma tese para adquirir o grau de mestre.</p>
<p style="text-align:justify;">Assim, resta então ponderar as vantagens da obtenção de um mestrado. Aqueles que já terminaram a licenciatura, devem ter a certeza de que é a altura ideal para &#8220;voltar à escola&#8221;, isto porque os mestrados requerem empenho, para se poder tirar o maior proveito possível.</p>
<p style="text-align:justify;">Fonte: Universia</p>
</div>
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			<media:title type="html">Maria Azevedo</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>UNIVERSIDADE DO MINHO APRESENTA 13 PROJECTOS INOVADORES</title>
		<link>http://oinformativo.wordpress.com/2008/06/04/universidade-do-minho-apresenta-13-projectos-inovadores/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 14:57:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Azevedo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ENSINO SUPERIOR]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://oinformativo.wordpress.com/?p=155</guid>
		<description><![CDATA[Um grupo de investigadores da Universidade do Minho (UMinho) vai apresentar, às empresas da região, 13 produtos inovadores com possibilidades de desenvolvimento industrial ou comercial.

De acordo com Marta Catarino, da Tecminho, os produtos e soluções desenvolvidos pelos cientistas universitários abrangem as áreas das Ciências da Saúde e Agro-alimentar, nomeadamente os têxteis inteligentes para pessoas acamadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><strong>Um grupo de investigadores da Universidade do Minho (UMinho) vai apresentar, às empresas da região, 13 produtos inovadores com possibilidades de desenvolvimento industrial ou comercial.</strong><span id="more-155"></span></p>
<p><!-- /conteudo_colunas --></p>
<p style="text-align:justify;">De acordo com Marta Catarino, da Tecminho, os produtos e soluções desenvolvidos pelos cientistas universitários abrangem as áreas das Ciências da Saúde e Agro-alimentar, nomeadamente os têxteis inteligentes para pessoas acamadas ou com dificuldades de locomoção.<br />
Entre os projectos destaca-se também um sistema de Raios Xs, com menos radiação, beneficiando a saúde do doente que tem de efectuar exames radiológicos, e um outro de tratamento de alimentos com acréscimo de eficácia e de higiene.<br />
A TecMinho - Associação Universidade/Empresa, organiza, amanhã e sexta-feira, na UMinho, Braga, a terceira edição do <em>Technology Open Day, (Dia Aberto de Tecnologias) subordinado ao tema </em><em>Health &amp; Food Technologies (Saúde e Tecnologias Alimentares, envolvendo a participação de 100 pessoas, um terço das quais investigadores universitários e os restantes, empresários ou peritos de centros tecnológicos.</em><br />
<em>Marta Catarino salientou ainda que os produtos ou sistemas a apresentar já ultrapassaram a fase da chamada «prova de conceito», ou seja, passaram da mesa do investigador para a de testes práticos para aferir da sua aplicabilidade.</em><br />
<em>O trabalho de teste - salientou a investigadora - foi financiado pelo Fundo ConceptUM, criado pela Tecminho para apoiar o desenvolvimento de tecnologias inovadoras.</em><br />
<em>O </em><em>Technology Open Day</em> é uma iniciativa anual que tem como objectivo mobilizar investigadores e empresas para a valorização da Ciência e Tecnologia, estabelecer parcerias estratégicas, dinamizar a criação de «propostas de valor» de resultados de investigação e ligar investigadores e empresários da indústria, através de reuniões bilaterais.<br />
<em>Associado a este evento os organizadores prepararam um programa de </em><em>Open Innovation (Inovação Aberta), um modelo em que as empresas desenvolvem a sua inovação tecnológica através de parcerias com outras empresas e universidades.</em><br />
<em></em><em>Fundada em 1973, a Universidade do Minho é uma das mais dinâmicas instituições de ensino superior público em Portugal, sendo a terceira universidade do país em termos de produção científica e visibilidade internacional.</em><br />
<em></em><em>Oitenta por cento dos investigadores da UMinho desenvolvem projectos em Centros de Investigação de Excelência, (em áreas como Materiais, Ciências da Saúde e da Vida/Biotecnologia e Tecnologias de Informação e Comunicações), de acordo com a última avaliação internacional realizada.</em><br />
<em></em><em>A TecMinho é a instituição interface da Universidade do Minho responsável pela comercialização de ciência e tecnologia geradas na Universidade. </em></p>
<p style="text-align:justify;">Fonte: Universia</p>
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			<media:title type="html">Maria Azevedo</media:title>
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		<item>
		<title>LER - VERBO COM DOIS COMPLEMENTOS E MUITOS SIGNIFICADOS</title>
		<link>http://oinformativo.wordpress.com/2008/06/04/ler-verbo-com-dois-complementos-e-muitos-significados/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 14:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Simão</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[OPINIÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[
POR: J. Esteves Rei
esteves.rei@gmail.com

LER – verbo com dois complementos e muitos significados,
no segundo aniversário do Plano Nacional de Leitura

1. O acto de ler tem por detrás o desejo e a vontade. Por vezes, ler é mesmo uma fixação. Assim, nunca se impõe nem a crianças nem a adultos. Pelo que, apenas na poesia se pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><h2 style="margin-bottom:12pt;text-align:center;line-height:115%;"><span><!--[if gte vml 1]&amp;gt;                    &amp;lt;![endif]--><!--[if !vml]--><!--[endif]--></span></h2>
<h3 style="text-align:right;">POR: J. Esteves Rei</h3>
<h5 style="text-align:right;"><a href="mailto:esteves.rei@gmail.com"><span style="line-height:115%;">esteves.rei@gmail.com</span></a></h5>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:center;text-indent:0;" align="center">
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:center;text-indent:0;" align="center"><strong><em>LER</em> – verbo com dois complementos e muitos significados,</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0.0001pt;text-align:center;text-indent:0;" align="center"><strong>no segundo aniversário do Plano Nacional de Leitura</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:right;line-height:normal;" align="right">
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><strong><span>1.<span> </span>O acto de ler tem por detrás o desejo e a vontade. Por vezes, ler é mesmo uma fixação. Assim, nunca se impõe nem a crianças nem a adultos. Pelo que, apenas na poesia se pode afirmar: “Ai que prazer / Não cumprir um dever, / Ter um livro para ler / E não fazer! / Ler é maçada […]”, como refere Fernando Pessoa. </span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><strong><span>Todavia, estamos alertados desde o século XIX, para o facto de que “É coisa fácil ler; mas é difícil reflectir. Não podemos apropriar-nos das ideias dos outros senão pela reflexão, que faz parte de nós mesmos.” (E. M. Campagne, <em>Dicionário Universal de Educação e Ensino</em>)</span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span><strong>É que ler não é apenas a pura operação mecânica de juntar letras, formando palavras, que transportam sentidos. É, antes, aceder ao conhecimento das duas realidades que nos são naturais: o mundo e o homem. Por isso a leitura é importante e a sua ausência limita a cidadania.</strong><span> </span><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span id="more-157"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span>Há quem diga que na Grécia não havia analfabetos entre os cidadãos gregos, cerca de um terço dos habitantes, sendo os dois restantes constituídos por escravos e estrangeiros. É que a leitura era uma actividade ritual, inerente à cidadania e à vida democrática, fosse no teatro, fosse no culto, fosse na administração popular da justiça. A leitura pública fazia parte da maioridade cívica. Era pelo rito, incluindo a leitura, que o jovem assimilava o pensar e o sentir, o fazer e o ver, o atacar, o defender e o decidir.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span>Ontem como hoje, lê-se sempre o homem, todos os homens, interior ou exteriormente; lê-se sempre o mundo, social e político, mas também físico, metafísico ou cósmico. Estes são os complementos sobre os quais recai a acção do verbo ler. Deles decorre a dupla dificuldade da leitura: a actividade exigente solicitada ao leitor e a dureza dos objectos a ler.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span>A dificuldade é de tal ordem que grandes figuras a confessam e exprimem de forma enfática, como Goethe: “A gente não sabe o tempo e o esforço que são necessários para aprender a ler. Eu tento-o há oitenta anos, e não posso afirmar que o tenha conseguido” (<em>Conversações com Eckermann</em>, in <em>Noesis</em>, n.º 68, Janeiro/Março 2007: 24)<span style="color:#231f20;">.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#231f20;">2. <span> </span>Encontramos as primeiras reflexões didácticas sobre a leitura em Plutarco, na sua obra <em>Como é que os jovens devem ler os poetas</em>. Aqui o termo “poeta” é tomado no sentido </span><span style="color:black;">victorhuguiano</span><span style="font-size:10pt;color:black;">, </span><span style="color:#231f20;">aquele que detém uma missão: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#231f20;">“</span>O poeta […] / Vem preparar dias melhores / Ele é o homem das utopias / […] / É ele que […] / faz resplandecer o futuro. […] Os seus sonhos […] / São feitos das sombras que lhe lançam / as coisas que virão um dia.<span style="color:#231f20;"> […] </span>Povos! Escutai o poeta! / […] Deus fala em voz baixa à sua alma / […] Ele lança a sua chama / Sobre a verdade eterna! […] / Pois a poesia é a estrela / Que conduz a Deus reis e pastores.” <span lang="EN-US">(</span><span lang="FR">«Fonction du poète», in <em>Littérature Française</em>, XIXe siècle, Lagarde et Michard, s.d.: 162)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="color:#231f20;">Também </span>Almeida Garrett lhe atribui um sentido próximo:</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;">“Derramar pelas nações um ensino fácil, uma instrução intelectual e moral que, sem aparato de sermão ou de <span>prelecção, surpreenda os ânimos e os corações da multidão no meio dos seus próprios passatempos [é] a missão do literato e do poeta.” (</span><span lang="FR">in <em>Memória do Co</em></span><em>nservatório Real</em>, cf. João de Barros e Guerreiro Murta, <em>Como se devem ler os Escritores Modernos</em>, Lisboa, Liv. Sá da Costa, s/d: 26)</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;">E Garrett é mais explícito, ainda, na afirmação do compromisso cívico do escritor e do leitor: <span>“Os poetas fizeram-se cidadãos, tomaram parte na coisa pública como sua; querem ir como Eurípedes e Sófocles solicitar na praça os sufrágios populares. Dai, ao leitor, de hoje […] a <em>verdade do passado</em> no romance e no drama histórico; no drama e na novela da actualidade, oferecei-lhe o espelho <em>em que se mire a si</em> e <em>ao seu tempo</em>”. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span>É a forma de Garrett falar do homem e do mundo, como objectos de leitura, e dos diferentes sentidos que eles tomam, a descobrir pelo leitor. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span>O sentido, num texto, nunca se oferece, ao contrário do que acontece com a imagem. Nesta ele ressalta dos representantes que, entre si, o tecem e se expõem. No texto, de uma forma simples, como nas narrativas de infância, ou de uma forma mais complexa, como em alguma poesia modernista, o sentido é o produto de uma construção pessoal. E é preciso conhecer estas duas leituras para distinguir os sentidos para que remete este poema de Pessoa / Alberto Caeiro:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span>“Olá, guardador de rebanhos, / Aí à beira da estrada, / Que te diz o vento que passa?” Ao que responde o pastor “Que é vento e que passa […] E a ti o que te diz?” – pergunta por sua vez. Ao que responde o narrador: “ Muita coisa mais do que isso, / Fala-me de muitas outras coisas. / De memórias e de saudades / E de coisas que nunca foram”. E remata o sábio guardador de rebanhos do alto da sua sabedoria: “Nunca ouviste passar o vento. / O vento só fala do vento. / O que lhe ouviste foi mentira, / E a mentira está em ti”. (<em>O Guardador de Rebanhos</em>, Amadora, Ática, 1970: 3 <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span>É que a leitura ora fica ao nível das coisas ora vai além delas. A menos que o próprio texto traga dentro de si a leitura explícita e, então, ambas coincidem num dado ponto e num dado momento. Assim, acontece num outro poema fantástico de Alberto Caeiro: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span>”O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, / Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia / Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.” E qual o sentido destas duas afirmações contraditórias? Surge mais à frente no mesmo poema. É que: “Pelo Tejo vai-se para o Mundo. / Para além do Tejo há a América / E a fortuna daqueles que a encontram. / Ninguém nunca pensou no que há para além / Do rio da minha aldeia.” </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span>A fundamentação das diferenças está no que é dito antes: “O Tejo tem grandes navios / E navega neles ainda, / […] A memórias das naus. // O Tejo desce de Espanha / e o Tejo entra no mar em Portugal./ Toda a gente sabe isso. / Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia / E para onde ele vai / E donde ele vem.”</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span><span> </span>E a conclusão impõe, como refere o narrador: “E por isso, porque pertence a menos gente, / É mais livre e maior o rio da minha aldeia.” (<em>O Guardador de Rebanhos</em>, Amadora, Ática, 1970: 44)</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span>3. <span> </span>No segundo aniversário do Plano Nacional de Leitura, são positivas notícias que sobre ele circulam. Parece estar a surgir uma consciência cívica de leitura, tendo para ela sido já conquistados, professores, pais, vizinhos, fundações e autarquias. A própria televisão estaria a conceber programas a partir dele. Haveria que fazer um esforço, dizem, para conquistar as empresas, pois até associações de médicos, nomeadamente da área da pediatria, estariam rendidos às vantagens específicas da leitura.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:0;line-height:normal;text-align:justify;"><span>É bom que assim seja pois de pequenino é que se torce o pepino ou, dito de outro modo, é pelos alicerces que se começa a construir uma casa.</span></p>
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			<media:title type="html">João Simão</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>&#8220;PRECISAMOS DE SANGUE NOVO, PARA QUE O GACU NÃO DESAPAREÇA&#8221;</title>
		<link>http://oinformativo.wordpress.com/2008/06/03/precisamos-de-sangue-novo-para-que-o-gacu-nao-desapareca/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 21:24:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel A. Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[AKADEMIA]]></category>

		<category><![CDATA[CINEMA]]></category>

		<category><![CDATA[ENTREVISTA]]></category>

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		<description><![CDATA[Partilham a paixão pelo cinema e fazem com que haja uma alternativa ao cinema convencional. Consciente das suas limitações, o GACU (Grupo de Animação Cinematográfica da UTAD) lança um repto à população estudantil e fanática da sétima arte: adoptar uma visão alternativa e rigorosa ao que de melhor se faz nas telas mundiais. O &#8220;Cinema [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><strong>Partilham a paixão pelo cinema e fazem com que haja uma alternativa ao cinema convencional. Consciente das suas limitações, o GACU (Grupo de Animação Cinematográfica da UTAD) lança um repto à população estudantil e fanática da sétima arte: adoptar uma visão alternativa e rigorosa ao que de melhor se faz nas telas mundiais. O &#8220;Cinema sem pipocas&#8221;, quinzenalmente no Teatro de Vila Real, é um dos seus projectos. Ah, e com os nossos interlocutores Duarte Reis e Irina Castro, não há espaço para a pirataria.</strong></p>
<p style="text-align:right;"><strong>Por: Manuel Fernandes e Joana Pereira</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-152"></span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>o&#8217;Informativo</strong> - <strong>O que é o GACU, e quais são as suas principais actividades?</strong><br />
<strong> Irina</strong> - É o Grupo de Animação Cinematográfica da UTAD. Conta com cinco elementos, três alunos de Ecologia, um de Ciências da Comunicação e outro de Genética. As actividades, neste momento, são as projecções quinzenais no pequeno auditório do Teatro de Vila Real. Tivemos também a oportunidade de integrar a Semana da Cultura juntamente com o departamento de cultura da Associação Académica, onde participamos na selecção e projecção das curtas-metragens. Temos algumas ideias, que por agora não são realizáveis por falta de tempo e pelo final do ano lectivo…</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>o&#8217;Inf </strong>- <strong>Em que contexto surge este grupo de animação?</strong><br />
<strong> Duarte</strong> – O grupo formou-se em 1992, o objectivo era dar a conhecer filmes alternativos, trazer para Vila Real coisas novas que não passavam em lado nenhum. Os film<img class="alignright alignnone size-medium wp-image-154" style="float:right;" src="http://oinformativo.files.wordpress.com/2008/06/untitled-1.jpg?w=300&h=199" alt="" width="300" height="199" />es eram projectados no Teatro D. Dinis que entretanto fechou, abrindo posteriormente o “Dolce Vita” com o cinema a passar filmes do circuito comercial. Decidimos então continuar a mostrar às pessoas outro tipo de cinema, que não sendo muito alternativo, foge um bocado ao convencional.<br />
<strong>Irina</strong> – Não são filmes <em>blockbuster</em>. Quando o grupo apareceu, Vila Real ainda era um meio muito pequeno e cinema era uma coisa a que a maioria das pessoas ora não tinha acesso, ora não conhecia. A ideia - tendo aqui a Universidade um papel relevante e penso que terá sido a principal razão para criar o GACU - foi exactamente dinamizar, trazer um pouco mais de cultura, tanto aos estudantes como às pessoas da cidade. Porque isto não é só para os estudantes é também para os habitantes de Vila Real.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>o&#8217;Inf – Já tiveram filmes mais <em>hardcore</em> como o “Planet Terror”, filmes mais direccionados para a música, o “Factory girl” e o “Control”. Quais são os vossos critérios?</strong><br />
<strong> Irina </strong>– O Teatro exige-nos que sejam filmes relativamente recentes, não podem ter mais do que dois anos, a partir daí acaba por ser uma pesquisa que fazemos. Procuramos, lemos, vemos, não podemos também passar filmes que já tenham estado em exibição na Lusomundo do “Dolce Vita”.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>o&#8217;Inf - Há resposta por parte da população não estudantil?</strong><br />
<strong>Duarte </strong>- Pelo que temos averiguado, tem-se criado um círculo de pessoas que vão continuamente às sessões que passamos no Teatro. Por outro lado, em termos de adesão, os estudantes deixam um bocado a desejar. Não aparecem muitos!</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>o&#8217;Inf – E os professores têm aderido?</strong><br />
<strong> Duarte </strong>– Sim, mais professores do que alunos. Professores da nossa área, aqui do Departamento de Florestal, que conhecem o projecto.<br />
<strong> Irina</strong> – O que interessa é que as pessoas apareçam… sabe sempre bem ter uma sala cheia.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>o&#8217;Inf- Como chega aos ouvidos das pessoas a existência do GACU e as vossas iniciativas?</strong><br />
<strong> Irina</strong> - O Teatro de Vila Real acaba por ser o meio publicitário por excelência com os filmes referidos na agenda trimestral. Também nos sugeriram anunciar a programação n&#8217;<strong>o Informativo</strong>. De resto, vamos espalhando a palavra pelos amigos e conhecidos.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>o&#8217;Inf – Notam</strong><strong> que as pessoas se dispõem a participar ou pelo contrário têm receio em se envolverem?</strong><br />
<strong> Duarte</strong> – Penso que existe, para além da falta de conhecimento, falta de interesse. Quanto mais comercial for o filme, mais gente cativa. O nosso slogan é um bom indicador, cinema sem pipocas, não é cinema para entreter. Não é <em>mainstream</em>, motiva a uma interacção com o público.<br />
<strong> Irina</strong> - Outra das razões para não haver mais público, é a questão do preço dos bilhetes. Pessoalmente não acho que seja assim tão caro comparado com o Lusomundo no Dolce Vita e as pessoas têm de perceber que nós também temos as nossas despesas. O bilhete custa 3.5€ para estudantes, mais de 65 anos e menos de 25 e 5€ para o resto. Não tem as pipocas, nem o <em>ice-tea</em>, nem os grandes espaços que tem o shopping, mas considero que tem filmes de melhor qualidade. (risos)<br />
<strong> Duarte</strong> – E a envolvência é diferente…</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>o&#8217;Inf - Há gente que quer entrar, participar no vosso projecto?</strong><br />
<strong> Irina</strong> – Infelizmente, não. A Associação Académica pediu-nos que fôssemos mais abertos, acha que nos tornamos num grupo muito restrito, numa “tribo” inacessível. E quando fizemos a sessão de curtas-metragens eu cheguei a apresentar o GACU e a mostrar que estávamos receptivos a novos elementos, para quem estivesse interessado. Mas, até agora, ninguém falou connosco nem ninguém foi informar-se na Associação… acaba por ser o Duarte que anda por aí a recrutar.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>o&#8217;Inf – Faltam recrutas, então.</strong><br />
<strong> Irina</strong> – Sim, e precisamos de caras novas. Em princípio eu e o Duarte já não estamos cá para o ano, a Joana (Ecologia) também não estará… provavelmente só estará o Ilídio (CC) e é claro que queremos dar continuidade ao GACU.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>o&#8217;Inf – E projectos em calha?</strong><br />
<strong> Duarte</strong> – Temos alguns, há ideias de fazer ciclos de cinemas, expandir o Festival de Curtas. Há dois anos falou-se no assunto, criar uma <em>poule</em> do Festival de Curtas de Vila do Conde mas a ideia tornou-se insustentável. Torna-se difícil quando não dispomos de condições…<br />
<strong>Irina</strong> - … material, dinheiro, espaços…<br />
<strong>Duarte</strong> – … e precisas de ter permissão, não podes pegar num DVD e simplesmente passá-lo. Ou pirateá-lo.<br />
<strong>Irina</strong> - A Associação tinha tido a ideia de passar os filmes cá mas é completamente impraticável. Não há máquina de projecção de filmes, sequer.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>o&#8217;Inf - Portanto a vossa prioridade neste momento é consolidar o projecto com mais cinéfilos.</strong><br />
<strong>Duarte</strong> – Sim, contudo, convinha passar o GACU a alguém que quisesse levar isto avante, pelo menos o projecto que temos construído com o Teatro de Vila Real…<br />
<strong>Irina</strong> – … O GACU não pode desaparecer, desde 1992 que está a funcionar e precisamos urgentemente de sangue novo.<br />
<strong>Duarte</strong> – Está a acabar o semestre, altura de exames, e é sempre complicado mas fica aqui a mensagem para as pessoas que queiram entrar para o GACU, que estejam interessadas em saber como funcionamos. Pessoas com ideias inovadoras, que sejam dinâmicas e que acima de tudo gostem de cinema, não queremos ninguém atrás de estatutos. (risos)</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>P.S.:</strong> Para futuros contactos com esta secção de cinema da AAUTAD é favor enviar ao destinatário: <strong>gacutad@gmail.com</strong>.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/oinformativo.wordpress.com/152/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/oinformativo.wordpress.com/152/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oinformativo.wordpress.com/152/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oinformativo.wordpress.com/152/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oinformativo.wordpress.com/152/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oinformativo.wordpress.com/152/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oinformativo.wordpress.com/152/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oinformativo.wordpress.com/152/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oinformativo.wordpress.com/152/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oinformativo.wordpress.com/152/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oinformativo.wordpress.com/152/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oinformativo.wordpress.com/152/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oinformativo.wordpress.com&blog=2971746&post=152&subd=oinformativo&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>SANTARÉM: POLITÉCNICO ESTREIA ILHA NO SECOND LIFE</title>
		<link>http://oinformativo.wordpress.com/2008/06/03/santarem-politecnico-estreia-ilha-no-second-life/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 00:01:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Azevedo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ENSINO SUPERIOR]]></category>

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		<description><![CDATA[O Instituto Politécnico de Santarém (IPS) estreia hoje a sua ilha no Second Life e apresenta a plataforma electrónica para criação «portefólios 3.0», «ao tecido empresarial da região e a todas as universidades do país».

Maria Barbas, coordenadora do curso de Educação e Comunicação Multimédia da Escola Superior de Educação de Santarém (ESES), explicou que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><strong>O Instituto Politécnico de Santarém (IPS) estreia hoje a sua ilha no Second Life e apresenta a plataforma electrónica para criação «portefólios 3.0», «ao tecido empresarial da região e a todas as universidades do país».<span id="more-149"></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><!-- /conteudo_colunas --></p>
<div class="conteudo_colunas" style="text-align:justify;">Maria Barbas, coordenadora do curso de Educação e Comunicação Multimédia da Escola Superior de Educação de Santarém (ESES), explicou que a plataforma «será adaptável a qualquer profissão», facilitando a empregabilidade.</p>
<p>«Todos os construtores (de e-portefólios) podem mostrar o que são, o que fizeram, incluindo os cidadãos com necessidades educativas especiais, através do e-portefólio, que poderá ter zonas privadas, como blogues ou diários, e que tem início com uma pequena história de vida, em vídeo», detalhou Maria Barbas.</p>
<p>De acordo com a docente, ao entrar na plataforma Fluids Identity, o «utilizador visiona cinco tipos diferentes de perfis: convergente, adaptativo, divergente, assimilador e um aberto, em que não há nada pré-definido».</p>
<p>«A grande vantagem é que quando um cidadão se inclui num dos perfis, irá ter uma indexação directa à bolsa de empresas interessadas em contratar as pessoas com determinado perfil», explicou Maria Barbas, registando a existência de duas universidades espanholas interessadas em traduzir e utilizar a plataforma disponível em <strong><a class="blacklinks" href="http://fluidsid.ese.ipsantarem.pt/">fluidsid.ese.ipsantarem.pt</a></strong>.</p>
<p>Ao longo do ano lectivo 2008/2009, a plataforma vai ser implementada junto de todos os estudantes dos Politécnicos de Santarém e de Castelo Branco e da Universidade de Aveiro, sendo alargada, em 2009/2010, a todo o ensino superior do país.</p>
<p>O Fluids Identity, que foi desenvolvido no âmbito do pós-doutoramento de Maria Barbas, «justifica-se pelo plano tecnológico do Governo e responde a um incentivo, dado em 2003, pelo ministro Mariano Gago», sublinhou a coordenadora do curso, que apresentará também uma ilha que a ESES «construiu» no mundo virtual do Second Life.</p>
<p>«Será apresentada toda a metodologia de construção da ilha, que vai ser estreada [hoje], e poderemos formar as instituições interessadas em construir espaços virtuais semelhantes», frisou.</p>
</div>
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		<title>SUMMER INSTITUTE IN DIGITAL MEDIA 2008</title>
		<link>http://oinformativo.wordpress.com/2008/06/03/summer-institute-in-digital-media-2008/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Jun 2008 00:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Azevedo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ENSINO SUPERIOR]]></category>

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		<description><![CDATA[A Direcção do Programa UT Austin&#124;Portugal (CoLab) promove hoje a Sessão de Abertura do Primeiro Summer Institute in Digital Media, realizado em Portugal. O evento terá lugar pelas 18H00, no Auditório 1 da FCSH/UNL, em Lisboa.

A sessão de abertura conta com a presença do Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><strong>A Direcção do Programa UT Austin|Portugal (CoLab) promove hoje a Sessão de Abertura do Primeiro Summer Institute in Digital Media, realizado em Portugal. O evento terá lugar pelas 18H00, no Auditório 1 da FCSH/UNL, em Lisboa.</strong><span id="more-148"></span></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">A sessão de abertura conta com a presença do Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, do Reitor da Universidade Nova de Lisboa, António Manuel Rendas, do Director da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, João Sàágua, do Director do Programa UT Austin|Portugal, António Câmara, e da Directora de Digital Media do Programa em Austin, Sharon Strover, assim como outras personalidades ligadas ao Programa e ao Summer Institute.</p>
<p style="text-align:justify;">O Summer Institute em Digital Media pretende ser um evento anual, único e inovador em Portugal, por integrar, pela primeira vez, workshops e palestras em áreas tão distintas como o Cinema (nas vertentes da ficção e do documentário), o Design, a Música ou o Jornalismo. Procura-se potenciar, nesta integração, as possibilidades oferecidas pelos novos media, em particular as que se prendem com as suas utilizações digitais. Todas as actividades deste Summer Institute serão apresentadas e supervisionadas por professores de renome internacional da Universidade do Texas, em Austin.</p>
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		<item>
		<title>&#8220;SENTIMOS UMA SENSIBILIDADE CULTURAL POR PARTE DOS POLÍTICOS&#8221;</title>
		<link>http://oinformativo.wordpress.com/2008/06/01/sentimos-uma-sensibilidade-cultural-por-parte-dos-politicos/</link>
		<comments>http://oinformativo.wordpress.com/2008/06/01/sentimos-uma-sensibilidade-cultural-por-parte-dos-politicos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 14:09:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manuel A. Fernandes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

		<category><![CDATA[ENTREVISTA]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde a sua abertura à cidade transmontana, o Teatro de Vila Real tem somado sucessos atrás de sucessos, com uma programação de qualidade, rubricas interessantes (Cinema sem pipocas) e espaços agradáveis como os cafés e o recém-inaugurado Museu do Som e da Imagem. Motivos de sobra para darmos um salto até la e para falarmos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:justify;"><img class="alignleft" style="float:left;" src="http://www.semanariotransmontano.com/fotos/117/1508.JPG" alt="" width="212" height="160" /><strong>Desde a sua abertura à cidade transmontana, o <a href="http://teatrodevilareal.com/" target="_blank">Teatro de Vila Real</a> tem somado sucessos atrás de sucessos, com uma programação de qualidade, rubricas interessantes (Cinema sem pipocas) e espaços agradáveis como os cafés e o recém-inaugurado Museu do Som e da Imagem. Motivos de sobra para darmos um salto até la e para falarmos com o seu director, Vítor Nogueira, que partilhou connosco o antes, o agora e o depois deste expoente cultural da cidade que tem registado a nível nacional resultados impressionantes. Fiquem então com a sua entrevista</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-146"></span></p>
<h4 style="text-align:justify;">TEATRO DE VILA REAL</h4>
<p style="text-align:justify;"><strong>o&#8217;Informativo:</strong> Antes de mais, comecemos pelo teatro. Esperava estes resultados e esta taxa de ocupação (86%) quando idealizaram o projecto?<br />
<strong>Vítor Nogueira:</strong> Sabe, se recuarmos alguns anos atrás com a abertura do teatro, ninguém que estivesse envolvido neste projecto poderia esperar estes números, surreais a nível nacional. Tivemos a sorte de herdar um edifício funcional e polivalente e isso facilitou, desde a primeira hora, o nosso trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Essa polivalência do edifício foi projectada por vocês?<br />
<strong>VN:</strong> Sim, claro. Era algo que já estava previsto no nosso caderno de encargos, aprovado em concurso e por seu turno, para projecto. A disposição do edifício ajuda-nos bastante pois tenho conhecimento de outros teatros pelo país fora com alguns problemas de gestão, precisamente por défice de infra-estruturas. O nosso tem dois auditórios, um museu, esplanadas, um espaço exterior e algumas salas de exposição, o que nos ajuda a programar o Verão, uma época especialmente difícil pela menor adesão dos públicos. Portanto, respondendo à sua pergunta inicial ninguém estaria confiante ao ponto de esperar taxas de ocupação perto dos 90% e mais de 70 mil espectadores e 270 mil visitantes, no ano de 2007.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Acham que conseguiram fidelizar o público?<br />
<strong>VN:</strong> Isso é algo que os nossos dados regulares apontam como indicador de sucesso. De facto, o público tem vindo a fidelizar-se quase desde a primeira hora. E isso é a única maneira de manter taxas de ocupação elevadas num a região do país com poucos habitantes. Esse aspecto conjugado com alguma sorte, motivação e apostas certas desta equipa têm feito uma estratégia vencedora.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Até que ponto tem sido importante os activos que concentram aqui: os cafés (Concerto e Galeria), o museu, os concertos ao ar livre?<br />
<strong>VN:</strong> É tudo igualmente importante e insere-se na estratégia conjunta que temos planeada. É justo dizer-lhe que havia entre as nossas preocupações uma intenção concreta de constituir o Teatro como uma força centrípeta de Vila Real. Fazer com que o teatro atraísse, de formas muito diversas, potenciais públicos muito diversos. E felizmente isso foi atingido, um aspecto muito importante que contrariou a massificação do lado direito do Corgo, que receávamos ser um dos desafios à equilibrada gestão cultural e à consolidação do Teatro. Essa força centrípeta sobrepôs-se aos discursos mais pessimistas confirmando-se a boa localização, de fácil acesso, com muitos estacionamentos e vias desimpedidas.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Existe interacção com a universidade? Há oferta para os estudantes?<br />
<strong>VN:</strong> Desde o princípio que consideramos o público universitário como importante para nós, porque ajuda na diversidade, já que fazemos questão de trabalhar com vários segmentos e minorias, não caindo no erro de agradar exclusivamente ao grande público. Esse é um dos conceitos fundamentais da estratégia que temos vindo a delinear para não cair no populismo fácil. E isso para nós é o verdadeiro serviço público. É sabido que mantemos relações privilegiadas com o curso de Teatro e Artes Performativas para além dos restantes estudantes que assistem às nossas propostas de uma forma geral.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Alunos do exterior que podem ter uma opinião diferente daquela que tinham quando chegaram aqui e nada disto havia&#8230;<br />
<strong>VN:</strong> Sim, tem razão. Embora ache que sejam muito poucos aqueles que chegaram a Vila Real antes do Teatro, mesmo esses sentiram de perto a revolução imprimida na cidade. As condições eram muito diferentes das que são hoje.</p>
<blockquote><p><em>Havia uma intenção de constituir o teatro como uma força centrípeta em Vila Real</em>.</p></blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Tem sido uma época muito animadora para vocês e quando digo vocês, falo não só da Culturval mas de outros agentes culturais da cidade com a renovação e inauguração de vários museus e exposições. Bastou apanhar a boleia dessa “bola de neve”?<br />
<strong>VN:</strong> Primeiro, é justo dizer que essa “bola de neve” começou há muitos anos, embora muito devagarinho, numa geração anterior à minha, dita de “técnicos”. Com homens como Pires Cabral e Elísio Neves, na década de 70 e princípios de 80, que criaram um <em>élan</em> favorável ao que observamos hoje e que convenceram o poder autárquico a apostar mais nos suportes culturais e históricos e encará-los de uma forma respeitável&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> &#8230;e hoje sente-se essa sensibilidade por parte dos políticos?<br />
<strong>VN:</strong> Completamente e eu tenho de corroborar isso, porque é verdade e porque não é muito comum na maioria das câmaras do país. Vila Real tem apostado muito em equipamentos culturais e tem-se transferido verbas bastante consideráveis do orçamento da própria câmara para aí. As pessoas apercebem-se dessa aposta estratégica e isso reflecte-se na quantidade de companhias de teatro existentes. Aliás, Vila Real é a seguir a Lisboa e ao Porto a cidade que mais companhias de teatro tem.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> E de acordo com essas informações, haverá margem de expansão?<br />
<strong>VN:</strong> Não sei, eventualmente. Para já o cenário é optimista pois as companhias têm desejado estabelecer-se aqui devido às condições e sua evolução, ocupando espaços artísticos abrangentes.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Não será essa fórmula de sucesso, que tem sido a adesão dos transmontanos, o maior risco de estagnação ao mesmo tempo, dados os limites do Marão?<br />
<strong>VN:</strong> Depende dos casos. Se continuarmos a falar dos agentes e por exemplo das companhias, reparamos que elas são muito distintas e que têm, passe a expressão, nichos de mercado também muito diferentes. Neste momento, mesmo acima nós, está a companhia teatral “Peripécia” a desenvolver um processo criativo que vai desembocar na estreia da sua próxima peça. A &#8220;Peripécia&#8221; é uma companhia que tem sido bem-sucedida tanto em Vila Real como no resto do país e que é contratada regularmente para ir aos grandes centros. E, no entanto, escolheu a nossa cidade como sede.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Quer dizer que Vila Real entrou definitivamente para o roteiro cultural nacional?<br />
<strong>VN:</strong> Sim, acho que de facto estamos numa posição bastante vantajosa em relação a outras cidades nomeadamente as do interior do país.</p>
<h4 style="text-align:justify;">MUSEU DO SOM E DA IMAGEM</h4>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Passando para o museu, que foi o motivo inicial da minha vinda até aqui, tiveram a preocupação de expor de uma forma cronologicamente ordenada, três antigos teatros que residiram na cidade anteriormente. Sentem uma responsabilidade acrescida dada a linha de continuidade que, efectivamente, representam?<br />
<strong>VN:</strong> Sentimos, porque coincidentemente esta apetência relativa do público de Vila Real em relação à sua história, é bastante antiga. Portanto, haviam tradições há muito enraizadas e consideráveis, pelo menos desde a primeira metade do século XVIII. O que acontece é que para além disso tudo, quando se começou a trabalhar na abertura do Teatro de Vila Real, a Câmara tinha comprado um edifício que era o antigo Teatro Avenida, onde acabou por instalar o actual Conservatório Regional de Música. Pois bem, deu-se a circunstância feliz de ter ficado com o recheio, o acervo do antigo teatro e nessa altura percebeu-se logo que, mais tarde ou mais cedo, se iria avançar com um núcleo museológico que procurasse abarcar uma temática bastante característica e que se materializou nesta recente unidade museológica. É claro que beneficiamos deste ambiente de pertença da cidade com a sua memória e suas tradições seculares adjuvadas pelas tertúlias “História ao café”. E isso é uma grande ajuda.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Houve, então, a preocupação de manter e preservar esse espólio riquíssimo por parte do actual proprietário?<br />
<strong>VN:</strong> Sim, no que diz respeito aos equipamentos (projectores, amplificadores, etc) houve, de todo, uma preocupação real da autarquia que se fez transferir e bem, para a entidade responsável que neste caso é o Teatro de Vila Real.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Pelo que pude apurar, o museu baseava o seu conceito numa dimensão local que extrapolou para um nível nacional com a quantidade de peças que no final se adquiriram. Reconhece esta teoria?<br />
<strong>VN:</strong> Pois, isso fez parte do discurso inaugural que foi adoptado. Nós percebemos também que uma das forças do museu poderia assentar na ideia de não fazer algo demasiado generalista, dentro desta temática, mas sim num conceito de representatividade, de dentro para fora. Partir da memória local e estabelecer uma relação com aquilo que se tem passado ao longo das décadas no país e no mundo. Aceder a uma história comparativa, que é uma das maneiras de se contar a história do som e da imagem. Até porque Vila Real se atrasou e adiantou, a dados momentos, com os demais nesta área e era curioso retratar esses momentos. Por exemplo, Vila Real foi das primeiras cidades a transmitir películas cinematográficas no país, devido à central hidroeléctrica.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Foi difícil a obtenção do espólio?<br />
<strong>VN:</strong> Foi relativamente fácil embora bastante trabalhoso. Temos um acervo, como disse, numeroso com necessidade de ser bastante rodado. Temos um orçamento muito reduzido, também não achamos que deva ser muito maior, já que é nossa prioridade torná-lo sustentável e justificar o seu investimento. No fundo, é um museu que pretende ser uma instituição autónoma mas que está indissociável do teatro e das suas equipas.</p>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;"><em>Vila Real atingiu em determinadas áreas, um nível que lhe permite estar muito à frente da média nacional.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Uma das críticas mais audíveis que apontam ao museu é o restauro deficitário de algumas peças que deveriam conservar a sua autenticidade factual. Como interpreta essas críticas?<br />
<strong>VN:</strong> Nunca tinha ouvido tal coisa. É aceitável mas discordo completamente. O que é importante nestes casos é não fazer qualquer intervenção irreversível numa peça museológica. Ora, a nossa preocupação foi sempre, ao restaurar as peças, intervir sem dano nem actuando na sua forma original. Há umas peças que foram mais cuidadas, outras que nem foram tocadas. Mas acredito piamente que não existe nenhuma intervenção desleixada.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> E quanto à exposição fotográfica de Mário Rodrigues da Silva, é suposto ser temporária ou permanente?<br />
<strong>VN:</strong> Neste momento a área de exposições é composta por sete salas diferentes, a última das quais é essa de que fala, reservada a exposições temporárias, que calhou desta vez à colecção de um fotógrafo da casa e às suas perspectivas da Avenida Carvalho Araújo. Mas não estará aí mais do que dois ou três meses, isso é certo. A variação das colecções vai depender muito do que recebermos ao nível de arte contemporânea. Desde já posso adiantar que o ciclo do “cinema sem pipocas” é algo que vai passar no próximo trimestre a ser programado pelo Museu do Som e da Imagem e não pelo Teatro de Vila Real. É claro que isto na prática não implementa uma grande mudança, mas a nível simbólico e estratégico interessa-nos que o Museu do Som e da Imagem tenha uma vocação mais contemporânea.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Por último, uma pergunta complicada. Acha que o epíteto de cidade esquecida e periférica, longe do centro de decisões e do progresso é uma herança muito pesada e injusta para os diversos sectores da sociedade vila-realense e para colectividades como o Teatro?<br />
<strong>VN:</strong> Eu acho que Vila Real atingiu em determinadas áreas, designadamente esta, um nível que lhe permite estar muito à frente da média nacional. E tem de continuar a evoluir com pessoas diferentes e maneiras de ver e estar diversas, de forma a que a qualidade de vida dos cidadãos, sobretudo nestas áreas, possa ser cada vez melhor. O que implica outras coisas, algumas mudanças de mentalidade, de comportamentos e hábitos. É claro que nós às vezes damos conta de uma iniciativa pouco arrojada em Lisboa e no Porto que acaba por ter grande visibilidade, algo desproporcionada em relação a nós, mas isso faz parte e já encaro com alguma naturalidade.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>oInf:</strong> Mas acha que existe um défice de informação cá, considerando que a cidade está bem culturalmente e que esse facto não tem eco na população?<br />
<strong>VN:</strong> Acho, mas não estou muito preocupado com isso, porque o que deve ser importante para nós é conservar esse espírito empreendedor e cuidar do que possuímos, se há público, se há propostas culturais, se há criação. É disso que depende o Teatro, desse factor catalisador e não dos projectos que entram e saem. Mas parece-me que a visibilidade da cidade que refere, existe e é substancial. É natural que seja menor em relação ao que é merecido por parte de todos os agentes mas isso como digo, é algo natural. E é também condicionado pelo atraso do país, em que a comunicação social é espelho fiel, encerrando muitas delegações pelo país fora. Mas nada de grave.</p>
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